terça-feira, 9 de setembro de 2008


e se nada fica nos meus olhos
que atrás do tempo enxerga em silêncio
outros tons de azuis e lilás
e cristais que não fabriquei

se nada fica, porque onde quero ir
os perfumes não tem nome ainda
e algum poeta precisa chegar
a lhes emprestar uma alma de vidro

e se lá não estive assim translúcido
com meus olhos onde nada fica
em suspenso como o próprio ar

pois se lá inda não existo
inda hei de lá enfim chegar
como serei um dia o mesmo, ou
como sou n'algum outro lugar

de verbo, cheiro, cores e estilhaços
e sem espelhos posso me enxergar

4 comentários:

Carol disse...

Adooooro aqui!
É tudo tão leve, tão bom de ler...

Beijocas

mary disse...

=)

danúbia disse...

isso é poesia!
e o meu comentário é um plágio.rs

A capa ficou linda (mesmo), mas isso é até fácil quero ver o texto p/ orelha.rs =)

bj. de dentrodosolhos em edição limitada.

Camila disse...

Muito bom, senhor POeta!
Tons leves e delicados.
Taí... gostei desse também!
Beijooo